07/03/2013
Sopras a fumaça desse teu cigarro de forma tão apaixonante que esqueço, momentaneamente, que é um hábito decadente e cancerígeno. E vez ou outra até te acompanho, quando não reclamas de que eu deveria me cuidar embora não faças o mesmo. Não te preocupes, querido, não faço questão, me contento em apenas te observar. E vê-lo girando o cigarro pelo filtro, com teu polegar, entre teus dedos. Já sei todo teu ritual de cor e salteado. Fumas os primeiros três em um pequeno intervalo, depois cogita se deverias ou não acender o próximo. Retira-o do maço, deixa-o na tua mão por alguns minutos, depois o transporta para a boca e o deixa lá, frouxo entre os lábios, por mais alguns minutos antes que tua mão vá parar no teu bolso novamente, dessa vez a procura do isqueiro.
 
 
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