Ela possuía uma beleza clássica, de época, como se houvesse sido tirada das páginas de um romance de Jane Austen e ido parar, por acaso, no século XXI, sem piedade.
Seus cabelos castanhos não passavam mais de um palmo de seus ombros, e clareavam suavemente nas pontas, atingindo um tom quase mel. Seus olhos também eram castanhos - um pouco mais claros que seus cabelos -, amendoados, emoldurados por cílios negros e cheios. Era um de seus atributos físicos que mais chamava atenção aos que acabavam de conhecê-la, não só por seu tamanho, mas pela luz própria que pareciam possuir.
Pegou um cigarro na bolsa e os colocou entre os lábios carnudos e avermelhados, esperando que algum dos cavalheiros a sua volta o acendesse.
Seu rosto parecia ter sido esculpido por um escultor renascentista especialmente cuidadoso com detalhes. Seu nariz era fino, combinando quase milimetricamente com o resto dos seus traços e sua estrutura óssea facial. Suas maças do rosto eram altas e protuberantes, condizentes com seu corpo magro e torneado. Era delicada como uma bailarina, mas esguia como uma modelo.
Do alto de seus 1,73cm, Noëlle olhou em volta e suspirou fundo antes de tragar o cigarro mais uma vez. Sua beleza não era do tipo que a todos agradava, mas percebia alguns dos homens a seguindo com o olhar enquanto passavam. Não gostava de eventos sociais, mas não conseguia evitá-los por mais que tentasse. E mesmo que preferisse estar sozinha em casa, com uma tela em branco e novos pincéis, sabia que a inspiração fluía mais naturalmente por ela depois de interação humana. Não havia nascido pra ser eremita, não se quisesse viver para a arte.


Seus cabelos castanhos não passavam mais de um palmo de seus ombros, e clareavam suavemente nas pontas, atingindo um tom quase mel. Seus olhos também eram castanhos - um pouco mais claros que seus cabelos -, amendoados, emoldurados por cílios negros e cheios. Era um de seus atributos físicos que mais chamava atenção aos que acabavam de conhecê-la, não só por seu tamanho, mas pela luz própria que pareciam possuir.
Pegou um cigarro na bolsa e os colocou entre os lábios carnudos e avermelhados, esperando que algum dos cavalheiros a sua volta o acendesse.
Seu rosto parecia ter sido esculpido por um escultor renascentista especialmente cuidadoso com detalhes. Seu nariz era fino, combinando quase milimetricamente com o resto dos seus traços e sua estrutura óssea facial. Suas maças do rosto eram altas e protuberantes, condizentes com seu corpo magro e torneado. Era delicada como uma bailarina, mas esguia como uma modelo.
Do alto de seus 1,73cm, Noëlle olhou em volta e suspirou fundo antes de tragar o cigarro mais uma vez. Sua beleza não era do tipo que a todos agradava, mas percebia alguns dos homens a seguindo com o olhar enquanto passavam. Não gostava de eventos sociais, mas não conseguia evitá-los por mais que tentasse. E mesmo que preferisse estar sozinha em casa, com uma tela em branco e novos pincéis, sabia que a inspiração fluía mais naturalmente por ela depois de interação humana. Não havia nascido pra ser eremita, não se quisesse viver para a arte.


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